segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Cursos e Carreiras - Jornalismo

Continuando a série sobre Cursos e Carreiras, hoje é a vez de falar de Jornalismo.

É sempre bom lembrar que a série de posts dá preferência a ouvir pessoas que ainda estão crescendo na carreira e que saíram da faculdade não faz muito tempo.
Além disso deve ser um profissional que faz do seu trabalho uma experiência prática de transformação do mundo em lugar menos ordinário, mais ético, justo e tolerante.

A entrevista dessa vez é com Victor Ramos (link aqui), chefe de pauta do caderno Cotidiano da Folha.

A Wikipedia define Jornalismo como "a atividade profissional que consiste em lidar com notícias, dados factuais e divulgação de informações". E também como "a prática de coletar, redigir, editar e publicar informações sobre eventos atuais".
Essa paranóia pela atualidade certamente ajuda a explicar o boom de procura por diplomas de jornalismo que sequer são exigidos por muitos grandes veículos.
Tal como no conto "Do rigor da Ciência" de Jorge Luis Borges (leiam crianças, leiam... tem só um parágrafo! link aqui), o grande Laerte satirizou muito bem essa situação...


Para rir um pouco da profissão repórter veja esse vídeo:




E, se quiser perguntar alguma outra coisa para o Victor, deixe as questões no comentário que eu encaminho para ele e depois publico as respostas.

Curso de escutatória

Dica do Uirá, companheiro de trincheira na luta por uma vida menos ordinária...

Autor desconhecido (por mim, pelo menos)

"Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular. ... Escutar é complicado e sutil, diz Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa) para quem "não é o bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. . . É preciso também não ter filosofia nenhuma". Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia. Parafraseio o Alberto Caeiro:

-Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma. Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...



Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, [...]. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas.
Na nossa civilização, se eu falar logo e logo a seguir fico em silêncio, são duas as possibilidades. Primeira: "Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado". Segunda: "Ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou". Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.
O longo silêncio, na verdade deve querer dizer: "Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou". Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir.
Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar. Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto."

Confesso que sou um dos muitos que precisa aprender a ouvir...

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

De que lado você samba?



Então aí vão preciosas dicas em mais uma sexta-feira: Filme: “Meu tempo é hoje” com e sobre Paulinho da Viola. Quem não viu, veja. Quem já viu, reveja.
Ainda falando de Paulinho da Viola, pra quem não conhece muito sugiro Bebadosamba, um dos melhores discos da história do samba, e, portanto da história da música.

Outros artistas que merecem ser ouvidos são Noel Rosa e Cartola. Aqui de Sampa, menção mais que honrosa a Adoniran Barbosa.

E como quem não dança segura a criança, vamos largar o mouse, abrir uma gelada, encontrar os amigos e amigas e ir a uma boa roda de samba pra cantar, beber, batucar na mesa, jogar conversa fora e se divertir, afinal, hoje é sexta feira-feira!

Fui!

Sinal dos tempos

Sampleado do TKGEO


Tá certo que já não sou mais nenhum adolescente, mas é incrível que essas autênticas geringonças sejam bem mais novas do que eu...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Vegetações da Europa

Como senti falta de imagens das vegetações na aula sobre a Europa Física, aqui vão as principais formações que estudamos e alguns links com mais informações.

Relembrando, os climas e as vegetações da Europa estão distribuídos assim (clique na imagem que dá para ver melhor):


Repare que nesse (ótimo) mapa do geomundo muitas das vegetações que estudamos não são citadas e em seu lugar está "meio natural profundamente alterado pela ação humana", ou seja, não sobrou praticamente nada da vegetação original.

No mapa, ainda são citadas duas formações vegetais:

a tundra que durante a maior parte do ano permanece congelada, completamente coberta de neve. Por isso suas plantas, basicamente líquens (associação de fungos e algas) e algumas poucas herbáceas, tem pouco tempo para se desenvolver, formando uma vegetação esparsa que divide o cenário com lamaçais e rochas no curto período de “verão” (época em que a temperatura sobe e varia entre -6C e -10ºC);



A esquerda a tundra no "verão" à direita no inverno




e a taiga, vegetação pouco diversificada devido às baixas temperaturas registradas e constituída sobretudo por coníferas (por isso também conhecida como Floresta de Coníferas) como o Abeto do Norte e pinheiro.




Além delas vimos também: a floresta decídua (ou temperada) marcada por perder suas folhas no outono.
a vegetação mediterrânea, uma vegetação composta por pequenas árvores distanciadas uma das outras, mas quase totalmente destruída pela ação humana;



e as estepes, uma formação vegetal de planície sem árvores, composta basicamente por herbáceas, similar à pradaria, embora este último tipo de planície, que ocorrem em climas mais úmidos, contenha gramíneas mais altas, em relação a estepe.



sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Mais sobre preconceito, mais Seminários de Sociologia



Esse vídeo foi escolhido pelo grupo da Mari Pesciota, da Isabela Bataglini, da Carol Forcinitti e da Bia. É uma peça publicitária curtinha sobre preconceito no futebol. Faz mais sentido para países de língua inglesa, mas dá para pensarmos sobre os termos usados para reafirmar negativamente as diferenças de cor entre os indivíduos da raça humana.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Para refletir a questão do preconceito

A pedido da Isabela Rosa, da Ana Luisa e da Adriana, posto esses vídeos que elas usarão como base para a discussão sobre preconceito que faremos nessa quinta como parte da série de seminários de sociologia.

Esse primeiro vídeo é uma peça publicitária da Anistia Internacional veiculada em Portugal. Reparem que depois de "mandar o preto embora", ele diz "aproveita e leva os brasileiros..." e mais uns outros que eu não consegui entender. Incrível como a mesma língua pode ser tão diferente...

O segundo vídeo é uma reportagem do Fantástico sobre preconceito contra gays. A reportagem apresenta números bastante otimistas (e na minha opinião irreais) sobre a tolerância com o homossexualismo no Brasil. Uma coisa é dizer que aceita e tal, outra é aceitar de verdade...



O terceiro vídeo é uma reportagem da CUT sobre preconceito contra a mulher, principalmente no mercado de trabalho.



Esse último vídeo parece ser um trabalho de escola (da Unisa, com propaganda indireta e tudo) sobre preconceito. A edição é bem boa, e os depoimentos são bacanas. Mas o que eu mais gostei foi da sra. que entrevistada explica para os entrevistadores o que é a lei Afonso Arinos, que proíbe a discriminação racial no Brasil. Eu acho que ela faz uma certa confusão de datas, mas o importante é perceber que ela diz que quando foi discriminada não podia fazer nada, pois não havia legislação para punir o racismo. E depois dizem que antes a vida era melhor... A questão é: melhor para quem?



Já que as meninas me fizeram postar um trabalho da Unisa, no post abaixo eu deixo para vocês as duas partes de um trabalho que a Júlia, a Isabela Ferreti (ambas hoje no 3º ano) a Bianca e a Fabiana Kassabian fizeram para Sociologia no ano passado. É simplesmente sensacional e o melhor trabalho de vídeo que eu já recebi/vi. A edição é maravilhosa, mas a abordagem e as entrevistas (principalmente com a "DuCarmo") são muito boas!! Abaixo eu explico melhor.

Sobre desigualdade social

Esses dois vídeos (um continuação do outro) são para mim muito significativos.

Primeiro por que mostram que quando querem os jovens são capazes de produzir coisas muito boas.

Depois por que me fazem ter orgulho de ser professor de adolescentes tão bacanas quanto a Isa Ferreti, a Julia (ambas do 3º ano), a Fabiana e a Bianca (que nos abandonaram, mas ainda moram no meu coração...).

Tem também o fato que para além de retratar/denunciar a questão da desigualdade o vídeo apresenta de verdade os personagens, com uma profundidade que não é comum nem em programas de TV. A forma com que a Bianca e a DuCarmo se tratam mostra o carinho e o respeito que uma tem pela outra, principalmente a Bianca por ela, afinal a DuCarmo é mais velha e é assim que tem que ser (até uma bronquinha a Bianca toma no vídeo!). O garoto que faz o contraponto com ela também se expõe de uma forma que poucas pessoas tem coragem.

Enfim, um trabalho de primeiríssima qualidade que há tempos eu esperava oportunidade de publicar aqui. Ainda bem que as meninas deram a brecha. E, sem puxação de saco, esse dá de dez no daí de cima hein?



segunda-feira, 25 de agosto de 2008

"Rápido como um raio, veloz como um foguete..."

A Puma, patrocinadora do Usain Bolt, o homem mais rápido da história da humanidade, lançou um joguinho em que você pode superar o relâmpago. É fácil demais superá-lo no mundo virtual, como é fazer o Brasil jogar bem no PS. Difícil é cravar os 9,43 que um monte de gente fez (será que fez mesmo?) no site da Puma. Para se aventurar, clique aqui.


obs: Em 3 tentativas eu cravei 9,48 e vcs?
obs 2: Reparem que a velocidade média alcançada mal passa de 39 km/h, veloz como um rinoceronte...

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Delírios olímpicos

O vídeo acima é uma paródia com o imperdível "A queda".(se vc não viu, pare de ler esse post, vá até uma locadora decente, alugue, veja o filme e só depois volte a seus afazeres).
A decepção com os resultados do Brasil é proporcionalmente igual ao tamanho da expectativa de vitórias. Eu, particularmente, não estou nem um pouco decepcionado. Com nenhuma modalidade. Com nehum atleta. Já os megalomaníacos...

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Um exemplo de empreendedor de sucesso



O vídeo é antigo e manjado. Mas é ótimo para pensarmos sobre a ditadura do sucesso e do empreendedorismo que vivemos hoje, como se fosse possível, de fato, todos alcançarem o sucesso...
Bom, dependendo do quanto você estiver disposto a flexibilizar sua noção de sucesso ate é. Que o diga o Joseph Climber, um homem que não desiste nunca, independente das surpresas da vida...

sábado, 16 de agosto de 2008

É um pouquinho de Brasil...


Depois da emocionante vitória e coroação de Cesar Cielo e a primeira medalha de ouro do Brasil em Pequim 2008 e na história da natação brasileira nas olimpíadas, só me resta reproduzir o que publicou RicaPerrone em seu blog:
"E a festa, gente? O time todo pulando junto! Comentarista pulando pra abraçar. Os torcedores aplaudindo a emoção do cara. Isso só a gente faz!
A gente não ganha igual eles, eu sei. Mas quando a gente ganha, ninguém ganha igual a gente!"

Isso é Brasil! Nada deve segurar a alegria, muito menos os protocolos! Todo mundo gosta de comemorar, mas nisso somos medalha de ouro! Ninguém ganha como a gente!

Separados ao nascer

Seria a segunda imagem um close da primeira? Phelps ganhando ouro? Ou Tevez?
Phelps e Tevez, quem diria, separados ao nascer...



sexta-feira, 15 de agosto de 2008

E por que hoje é sexta...

Sampleado do TKGEO

Por Thiago Koutzii

"Caros, nessa sexta feira a indicação é preciosa e mais ainda, estratégica, exata e precisa. As moças certamente gostarão, se é que já não conhecem. Mas os rapazes, para otimizarem seu rendimento no papo com as moçoilas, devem baixar e depois, quando tudo já parece certo e definido, dê o play, surpreenda e colha os frutos. É o som mais afrodisíaco do planeta.
Carla Bruni é um azougue! Um fetiche ambulante. Além de absurdamente linda, o que já é uma ofensa e uma tentação aos casados de bem, ela é italiana, mas sussura em francês. Pense numa galega que largou a vida de modelo para borboletear em francês (eu não faço a menor idéia do que ela diz em suas letras, mas tanto faz), levando e criando vontades aos ouvidos incautos e distraídos. Um verdadeiro disparate.
Aqui, ela no myspace, pra você dar um confere antes de baixar. Aqui para baixar disco em francês e aqui um outro em inglês.


(Carla ao vento, no papel de frescor vespertino sexy "não estou nem aí pra essas coisas")

Outra opção para o mesmo momento a sós com aquilo (aquele/aquela) que justifica sua respiração, é o Gotan Project. Menos fetichista, mas absurdamente conveniente, o grupo de franceses e argentinos recriaram o tango na mistura com dub.Baixe Gotan e pague(?) pra ver!"



Obs: A primeira vez que ouvi Carla Bruni foi na casa do meu pai. Estava rolando um jazz maravilhoso, com uma voz cantando baixinho (não gosto de quem canta gritando, nem James Brown, nem Elis, nem nada) e eu perguntei o que era. Aí ele respondeu: É a mulher do Sarkozy (presidente da França). Fui pegar o encarte para ver a cara da fulana e dei de cara com ela, num vestidinho mais fresh que o da foto acima, absurdamente sensual. Não pude deixar de sentir inveja.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Chapa Quente!

Pra quem não sabe Condeleezza Rice é uma das favoritas de medalha na nossa olimpíada, e secretária de Estado dos EUA.

Sua frase foi muito mais esclarecedora que a de seu presidente (acerca do conflito Rússia X Georgia). "Não estamos em 1968. A Rússia não pode fazer o que quiser, invadir um país e sair impune".


Exibir mapa ampliado

Mais claro impossível. Não estamos mais na Ordem da Guerra Fria. Na Nova Ordem só as tropas do Império, ops, dos EUA é que podem fazer isso.


obs: Reparem (dando o zoom) que o Googlemaps não tem (ou não disponibiliza) informações mínimas da Georgia. Segundo seu gerente de produtos, tais informações nunca existiram.

Pimenta no dos outros é refresco...

Eu ia fazer uma longa postagem comentando sobre o poder das palavras, sobre como uma fazenda ocupada/invadida por sem-terra pode ser chamada de invasão por uns, e de ocupação por outros, de como isso demonstra um monte de posicionamentos políticos e intenções mal mascaradas. Mas achei tudo desnecessário, pois a frase e seu autor falam por si.


"Um agressão como essa a um país soberano em pleno séc. XXI um fato inaceitável!" (George W. Bush, sobre a invasão da Georgia pela Rússia)

Favoritos olímpicos 2

Sampleado do Kibeloco

domingo, 10 de agosto de 2008

Favoritos olímpicos 1

Sampleado do Kibeloco


sábado, 9 de agosto de 2008

Orgulho de ser humano

Não sou propriamente um otimista em relação à raça humana. Como já escrevi aqui acho que seremos a primeira espécie do mundo a causar a própria extinção.

Por outro lado fico bem contrariado quando ouço aquela ladainha de que "antigamente era melhor". Fico me perguntando: antigamente quando? Quando as mulheres não podiam escolher seus maridos? Quando professor batia em aluno que falava em sala de aula? Quando mais da metade da população brasileira era anafalbeta? Quando havia escravidão?...


Uma das coisas que mais me anima é a forma com que somos capazes de reconstruirmos (para melhor) o mundo e nós mesmos a partir de nossa história. É a capacidade que temos de (re)produzir música, dança, costumes, enfim, cultura.

E quando fazemos com que a tecnologia nos auxilie nesse processo somos capazes de inventar coisas maravilhosas como o Musicovery!!

Essa que já é para mim uma das maiores, melhores, mais importantes e mais legais invenções do mundo é uma espécie de árvore genealógica da música ocidental. Você escolhe um gênero musical, uma década e o site te dá uma lista enorme de referências cruzadas daquele tipo de música! É sensacional! Bom para fazer pesquisa, para ouvir tipo rádio, para se divertir sem comprometimento....


Hoje fiquei orgulhoso (e feliz) de ser humano, apesar de todos os pesares.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

O espírito olímpico e o Barão de Coubertin

E começou mais uma olimpíadas...


Como todos sabem os Jogos Olímpicos começaram na Grécia antiga e sua versão moderna foi idealizada e capitaneada por um sujeito chamado Barão de Coubertin. Ele foi o responsável por eternizar a famosa frase que ouvimos sempre que perdemos uma competição, e que simboliza o chamado espírito olímpico: "o importante é competir"

Como muita coisa feia e suja costuma ser jogada embaixo do tapete nessas horas (inclusive como vivem realmente os habitantes das cidades-sede das olimpíadas), convém lembrar que o idolatrado Barão não era tão boa praça como muitas vezes querem fazer crer. Abaixo reproduzo um pedaço do texto do Xico Malta sobre o honorável Barão (o original e completo você encontra aqui):

Logo após a cerimônia de encerramento (das olimpíadas de 36, realizada em Berlim), o barão foi felicitar pessoalmente Adolf Hitler pelo sucesso da Olimpíada, dizendo ao Führer que ela serviria de exemplo para as futuras realizações. De fato, as teorias elitistas do barão corroboravam com os discursos nacionalistas e racistas do ditador nazista. As declarações do barão ilustram bem esse pensamento:

- “À raça branca é de essência superior, todas as outras devem se curvar” ou,

- “Existem duas raças distintas: Aquela de olhar sincero, músculos fortes, abordagem segura e aquela dos doentes, olhar resignado e humilde, ar derrotado. Bem! É como nos colégios do mundo inteiro: Os fracos são excluídos desse modo, o benefício desta educação é valioso apenas aos fortes” (em educação inglesa).

Além disso, Coubertin não era simpático à participação feminina na Olimpíada. Durante os Jogos de Stockholm, o barão deu a seguinte declaração:

“Uma Olimpíada feminina seria impraticável, desinteressante, sem estética e imperfeita. O verdadeiro herói olímpico é a meu ver, um macho adulto. Os Jogos Olímpicos tem que se restringir apenas aos homens, o papel das mulheres deve ser o de coroar os vencedores”.

E viva o espírito olímpico...