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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Gincana relâmpago!

Quer ganhar a figurinha do Julio Batista?

Então é o seguinte:
Assista o videozinho promocional da Pepsi aqui embaixo com as principais estrelas do Mundial.


Repare que na brincadeira, os africanos andam e correm, praticamente só em linha reta, fazendo o campo andar também.
Tal artimanha só é possível pelas características do relevo e da formação vegetal do local.
Pensando nisso responda:

1. Qual a formação vegetal em questão? Quais são as características que possibilitam a brincadeira?
2. No Brasil, se levada em consideração as características da Mata Atlântica ou da Floresta Amazônica a brincadeira seria impossível. Por que?
3. Cite duas formações vegetais brasileiras que permitiriam a gravação de um vídeo análago para a copa de 2014.

Quem postar nos comentários as respostas corretas primeiro ganha.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Para refletir sobre as campanhas publicitárias dos candidatos no Brasil

Sampleado na íntegra do blog do Tas

Por: Marcelo Tas

O blog da filha do McCain



Sim, ela é loira e inteligente. E também gordinha, sexy e sirigaita: uma espécie de Branca Gil norte-americana. Porque ela é Meghan, filha do "cumpanheiro" John McCain, candidato a presidente dos EUA. A mocinha está na estrada com o candidato desde o início da campanha. Junto com dois amigos, produz videos e textos para um blog de apoio a papai, evidentemente.


Alguns vídeos bem bizarros como o acima, que mostra ex-veteranos de guerra, hoje motociclistas que saúdam o candidato roncando os motores de suas possantes motobikes.Blogette é nome do blog e vale uma visita. Lá tem coisas que duvido você veria numa campanha brasileira, totalmente dominada por marketeiros e paranóia: como essa foto de mamãe McCain em roupão de banho vendo a filha blogar direto do quarto do hotel.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Transposição do rio São Francisco

O polêmico projeto de transposição do rio São Francisco, provoca reações distintas, às vezes radicais, e quase sempre ligadas exclusivamente a interesses pessoais, sejam eles políticos ou econômicos.

A transposição transformará rios intermitentes (temporários) em rios perenes e garantirá o abastecimento constante de açudes da região, através da construção de dois canais, como mostra o primeiro mapa abaixo. Com isso, o problema da seca nas regiões beneficiadas vai, obviamente, diminuir. Por isso, vale comparar o mapa das áreas beneficiadas com o das áreas que sofrem processos de desertificação.

Os números que envolvem a gigantesca empreitada variam muito, sempre de acordo com a posição que se tem do projeto. O número de beneficiados costuma variar entre 3 e 12 milhões de pessoas. O preço da obra oscila entre 4,5 bilhões de reais a 6 bilhões de dólares. Apesar disso, algumas considerações podem ser feitas.

O semi-árido tende a se transformar em pólo de fruticultura intensiva, provavelmente voltada para exportação, como as cidades de Petrolina e Juazeiro, as duas maiores cidades do semi-árido, ambas situadas na margem do rio. Assim, a economia da região deve crescer e desenvolver-se razoavelmente, melhorando a qualidade de vida da população local. Por outro lado, é igualmente provável que a agricultura familiar que existe na região desapareça, dando lugar aos grandes empreendimentos de fruticultura dos grandes beneficiados pelo projeto: os latifundiários do semi-árido.
Vale destacar também os possíveis problemas ambientais que a execução e a conclusão da obra podem trazer: assoreamento do rio; diminuição do número de peixes; e até a contaminação de lençóis freáticos por fertilizantes e pesticidas usados na agricultura.

Para uma maior diversificação dos argumentos e um pouco mais de profundidade na análise, recomendo a leitura de dois artigos, ambos publicados na Folha de S. Paulo em 2005. Esse é do então ministro Ciro Gomes que defende a transposição. E esse é de D. Luiz Cappio, o frei que fez greve de fome contra a transposição.
E, para ver uma animação do G1 sobre a transposição clique aqui

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Só no Brasil mesmo?

Infelizmente nunca saí do Brasil, de forma que minha impressão sobre os outros países está bastante atrelada às experiências que meus amigos tiveram/tem e dividiram/dividem comigo.

Certa vez, a Mariana uma companheira de trincheira que já morou na Itália e conheceu alguns outros países na Europa, me disse que a Itália era um Brasil que deu certo. Segundo ela a expansividade do povo e principalmente uma baderna meio generalizada que move as relações entre as pessoas a faziam lembrar toda hora do Brasil, e também por isso ela preferia a Itália a qualquer outro país europeu. Confesso que desde então minha simpatia pela Itália aumentou e se pudesse conhecer apenas um país da Europa ocidental seria a Bota.
Pois bem, eis que encontro esse vídeo aí debaixo no curto e grosso, lembro da Mari e principalmete do Brasil. Pelo visto não é só ela que tem essa impressão. Reparem como a descrição da Itália serve em quase tudo para o Brasil....

sábado, 16 de agosto de 2008

É um pouquinho de Brasil...


Depois da emocionante vitória e coroação de Cesar Cielo e a primeira medalha de ouro do Brasil em Pequim 2008 e na história da natação brasileira nas olimpíadas, só me resta reproduzir o que publicou RicaPerrone em seu blog:
"E a festa, gente? O time todo pulando junto! Comentarista pulando pra abraçar. Os torcedores aplaudindo a emoção do cara. Isso só a gente faz!
A gente não ganha igual eles, eu sei. Mas quando a gente ganha, ninguém ganha igual a gente!"

Isso é Brasil! Nada deve segurar a alegria, muito menos os protocolos! Todo mundo gosta de comemorar, mas nisso somos medalha de ouro! Ninguém ganha como a gente!

terça-feira, 22 de julho de 2008

Sobre Daniel Dantas e outros ladrões

Já faz um tempo que quero postar algo sobre o Daniel Dantas e sua corja de bandidos que já roubaram, pelo menos, umas 180.000.000 de pessoas. Mas estava com preguiça de fazer um texto longo e tal. Aí me deparei com essa ótima charge na Revista Zé Pereira.


terça-feira, 8 de julho de 2008

Políticos, censura e liberdade de expressão

Com a humildade de quem tem um pequeno público, esse blog mais uma vez entra na luta contra instrumentos de censura estabelecidos por nossa classe política.
Recentemente o programa CQC havia sido proibido de entrar no Congresso Naional e após seguidas manifestações o veto foi retirado.
A luta agora é maior. O senador Eduardo Azeredo, que nos últimos anos ocupou a mídia por envolvimento com o chamado mensalão mineiro (a versão tucana e mais antiga do mensalão petista) agora ganha destaque por um projeto de lei que visa controlar o acesso dos internautas a sites de relacionamento, trocas de arquivos, e-mails e toda uma série de atividades corriqueiras para usuários da rede que podem virar crime. Como diz o manifesto contrário ao projeto de lei:

"Um projeto de Lei do Senado brasileiro quer bloquear as práticas criativas e atacar a Internet, enrijecendo todas as convenções do direito autoral. O Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo quer bloquear o uso de redes P2P, quer liquidar com o avanço das redes de conexão abertas (Wi-Fi) e quer exigir que todos os provedores de acesso à Internet se tornem delatores de seus usuários, colocando cada um como provável criminoso. (...) Se, como diz o projeto de lei, é crime "obter ou transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular, quando exigida", não podemos mais fazer nada na rede. O simples ato de acessar um site já seria um crime por "cópia sem pedir autorização" na memória "viva" (RAM) temporária do computador. Deveríamos considerar todos os browsers ilegais por criarem caches de páginas sem pedir autorização, e sem mesmo avisar aos mais comum dos usuários que eles estão copiando. Citar um trecho de uma matéria de um jornal ou outra publicação on-line em um blog, também seria crime. O projeto, se aprovado, colocaria a prática do "blogging" na ilegalidade, bem como as máquinas de busca, já que elas copiam trechos de sites e blogs sem pedir autorização de ninguém! "


Ou seja, esse pequeno espaço de disseminação e discussão de informações viraria uma espécie de boca de tráfico ou barraquinha de produtos contrabandeados, afinal, como na música do MV Bill, eu estaria traficando informação...

Como sou contra a censura e não tenho a intenção de virar um fora da lei, incentivo os visitantes a assinarem a petição eletrônica (de autoria dos professores André Lemos, da UFBA- Universidade Federal da Bahia, Sérgio Amadeu da Silveira, Professor do Mestrado da Faculdade Cásper Líbero e de João Carlos Rebello Caribé, consultor de negócios em Mídias Sociais) contrária ao projeto de lei. Quem apoiar a luta é só clicar aqui e preencher um micro-formulário com nome e endereço.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Segurança e medo

Sampleado do blog da Natália

Texto: Luís Fernando Veríssimo - "Comédias da vida privada"

O ponto de venda mais forte do condomínio era a sua segurança. Havia as belas casas, os jardins, os playgrounds, as piscinas, mas havia, acima de tudo, segurança. Toda a área era cercada por um muro alto. Havia um portão principal com muitos guardas que controlavam tudo por um circuito fechado de TV Só entravam no condomínio os proprietários e visitantes devidamente identificados e crachados. Mas os assaltos começaram assim mesmo. Ladrões pulavam os muros e assaltavam as casas. Os condôminos decidiram colocar torres com guardas ao longo do muro alto.Nos quatro lados. As inspeções tornaram-se mais rigorosas no portão de entrada. Agora não só os visitantes eram obrigados a usar crachá. Os proprietários e seus familiares também. Não passava ninguém pelo portão sem se identificar para a guarda. Nem as babás. Nem os bebês. Mas os assaltos continuaram. Decidiram eletrificar os muros. Houve protestos, mas no fim todos concordaram. O mais importante era a segurança. Quem tocasse no fio de alta tensão em cima do muro morreria eletrocutado. Se não morresse, atrairia para o local um batalhão de guardas com ordens de atirar para matar. Mas os assaltos continuaram. Grades nas janelas de todas as casas. Era o jeito. Mesmo se os ladrões ultrapassassem os altos muros, e o fio de alta tensão, e as patrulhas, e os cachorros, e a segunda cerca, de arame farpado, erguida dentro do perímetro, não conseguiriam entrar nas casas. Todas as janelas foram engradadas.
Mas os assaltos continuaram. Foi feito um apelo para que as pessoas saíssem de casa o mínimo possível. Dois assaltantes tinham entrado no condomínio no banco de trás do carro de um proprietário, com um revólver apontado para a sua nuca. Assaltaram a casa, depois saíram no carro roubado, com crachás roubados. Além do controle das entradas, passou a ser feito um rigoroso controle das saídas. Para sair, só com um exame demorado do crachá e com autorização expressa da guarda, que não queria conversa nem aceitava suborno. Mas os assaltos continuaram. Foi reforçada a guarda. Construíram uma terceira cerca. As famílias de mais posses, com mais coisas para serem roubadas, mudaramse para uma chamada área de segurança máxima. E foi tomada uma medida extrema. Ninguém pode entrar no condomínio. Ninguém. Visitas, só num local predeterminado pela guarda, sob sua severa vigilância e por curtos períodos. E ninguém pode sair. Agora, a segurança é completa. Não tem havido mais assaltos. Ninguém precisa temer pelo seu patrimônio. Os ladrões que passam pela calçada só conseguem espiar através do grande portão de ferro e talvez avistar um ou outro condômino agarrado às grades da sua casa, olhando melancolicamente para a rua. Mas surgiu outro problema. As tentativas de fuga. E há motins constantes de condôminos que tentam de qualquer maneira atingir a liberdade.
A guarda tem sido obrigada a agir com energia.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Censura e a campanha CQC no Congresso

Humildemente esse blog apóia de forma total e irretrita a campanha "CQC no Congresso".

Para quem não sabe, os integrantes do programa CQC da Band foram impedidos de entrar no Congresso para fazer entrevistas. O ato de censura deve-se ao Senador Efraim Moraes, do partido Democratas.

Vale lembrar que o partido desse senador mudou de nome recentemente, e é o antigo PFL. Que é uma dissidência do PDS, que antes atendia pelo nome de Arena. A Arena, na verdade era o grande partido que apoiava o regime militar no Brasil e abrigava além dos políticos que fundariam o PFL, políticos que fundaram o PDS, que depois virou PPR, depois PPB e hoje atende pela sigla PP. Numa expressão: todos filhotes órfãos da ditadura e que agora lutam para impedir jornalistas de fazerem seu trabalho.




Para apoiar a campanha e fazer parte do abaixo-assinado que pede a revogação da proibição desses profissionais de realizarem seu trabalho clique aqui. É ultra-super-mega rápido! Basta acessar o link, colocar nome e e-mail e depois confirmar seu apoio num e-mail que você receberá.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Só no Brasil mesmo...?


• Na maior cidade do país, um mineiro pardo é violentamente assassinado por policiais à paisana. O chefe do executivo do país dá “apoio total” ao chefe de polícia responsável pela operação. Os policiais envolvidos são absolvidos previamente e sequer sofrem processo interno. O governo diz que “sente muito”.

• CPI investiga financiamento de campanha eleitoral e conclui que governo é corrupto.

• Empresa ligada a vice-presidente é indicada em licitação de mais de 200 milhões de dólares para a reconstrução de área destruída pelo próprio governo.

É por isso que esse país não vai pra frente...

Obs: Deixe de preguiça e acesse os links para entender a 'complexa' ironia...